terça-feira, novembro 21, 2006

Mistura fina

Vai pro show do DJ Bob Sinclair? Confira os preços dos ingressos aqui.

Neste mês de novembro, o DJ francês Bob Sinclair vem ao Brasil para diversas apresentações: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Brasília.

Diferentemente do que já foi divulgado, o show de Sinclair em São Paulo, que acontece no dia 22, será no Pacha Club, e não no Hotel Unique.

No Rio, a festa será no dia 23, na Fundição Progresso. Os cariocas têm mais um motivo para a comemorar a vinda do DJ: parte do show realizado na cidade maravilhosa estará no primeiro DVD do artista.

No dia 24, Bob Sinclair segue para Balneário Camboriú, para se apresentar no Club Ibiza. Ele encerra sua turnê brasileira no dia seguinte, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Skol patrocina turnês de New Order, Black Eyed Peas e Bob Sinclair no Brasil

Há anos reconhecida como uma das marcas que mais investem na produção e patrocínio de eventos de norte a sul do País, a Skol reafirma seu posicionamento apoiando a realização de três grandes turnês internacionais, que passam este mês por diversos Estados brasileiros: New Order, Black Eyed Peas e Bob Sinclair.

Atrações diferentes, para públicos diferentes, elas têm em comum o espírito jovem e irreverente de Skol. “Mais do que uma plataforma, o entretenimento é um dos principais valores da marca”, explica Leonardo Byrro, gerente de eventos da Skol.

Cada patrocínio é assinado com a marca do portifólio Skol que mais se identifica com a atração, público e clima do evento. New Order recebe a assinatura Skol, Black Eyed Peas é Skol Lemon e Bob Sinclair, autor do hit ‘Love Generation’, patrocinado por Skol Beats. Todos os eventos terão venda exclusiva dos três produtos.

A marca, que com a estratégia visa um retorno principalmente de imagem, acredita que o investimento colabora para sua consolidação no mercado e para a geração de novas experiências de marca para o consumidor. “Desta forma nos aproximamos e retribuímos a preferência do consumidor de Skol formado em grande parte por jovens adultos com perfil irreverente, inovador e com vocação para a diversão”, conta Byrro.

Além das três turnês, a Skol também assinou o patrocínio a um dos principais festivais do país, o Pop Rock, realizado em Belo Horizonte nos próximos dias 11 e 12 de novembro e que este ano receberá além de atrações nacionais como Cachorro Grande, Pitty, O Rappa e Marcelo D2, as bandas internacionais New Order e Black Eyed Peas.

Datas das turnês - todas com patrocínio Skol

08/11 – Black Eyed Peas – Porto Alegre

10/11 – New Order - Brasília

10/11 – Black Eyed Peas – Curitiba

11/11 – Black Eyed Peas – São Paulo

11/11 – New Order – Belo Horizonte (festival Pop Rock)

12/11 – Black Eyed Peas – Belo Horizonte (festival Pop Rock)

13 e 14/11 – New Order – São Paulo

16/11 – New Order – Rio de Janeiro

22/11 – Bob Sinclair – São Paulo

23/11 – Bob Sinclair – Rio de Janeiro

24/11 – Bob Sinclair – Balneário Camboriú

25/11 – Bob Sinclair - Brasília

Skol e entretenimento

Líder de mercado com um terço do share brasileiro, a Skol atua no País desde a década de 60 e sempre teve por característica a inovação. Com espírito jovem e ousado, a marca tem o entretenimento como um de seus principais valores e procura estar ligada a eventos modernos, inovadores e divertidos, que traduzam as principais características da “cerveja que desce redondo. Primeira empresa a investir e “abraçar” a música eletrônica, com o Skol Beats, a Skol criou com propostas pioneiras diversos eventos proprietários como o Praia Skol, Skol Rio, Skol Spirit e Skol Stage Além disso, ela atua como patrocinadora de turnês de grandes nomes da música mundial pelo Brasil como Rolling Stones, Moby e festivais como Tim Festival e Motomix. Todos os projetos e eventos proprietários da marca estão alinhados ao Programa AmBev de Consumo Responsável, com ações alertando sobre o consumo indevido de bebidas alcoólicas.

O cinema em destaque

39ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Cine Café é atração do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

BRASÍLIA - Na 39ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o Cine Brasília (EQS 106/107) ganha charme especial com a programação do Cine Café. MPB, música eletrônica e jazz são alguns dos estilos que compõem a trilha sonora do local. A programação, que inclui também lançamento de livros e exibições de filmes em DVD, acontece entre esta quinta-feira (23) a segunda-feira (27), a partir das 19h30, com intervalo no horário da mostra competitiva e retornando depois da sessão das 23h30. A entrada é franca.

Abrindo a programação nesta quinta-feira (23), o público poderá curtir Renato Mattos Canta Noel Rosa. Acompanhado pelo violonista Paulo André Tavares, o cantor brasiliense vai apresentar os maiores sucessos do poeta da vila.

Na sexta-feira (24), a praça se abre para o lançamento dos livros De Olho Na Imagem e A Evolução do Cinema no Século XX, de Tânia Montoro e Ricardo Caldas. Na seqüência, os ex-Natiruts, Kiko Péres, Izabella Rocha e Bruno Dourado sobem ao palco do Cine Café com o projeto In Natura . A idéia é, segundo Izabella, mostrar canções de artistas como Erykah Badu, Morcheeba e Bob Marley, além de composições próprias.

No sábado (25), o festival faz homenagem ao ator Guará Rodrigues com o lançamento de livreto sobre o artista, morto este ano. Depois é a vez da música eletrônica e de sucessos da era Disco com Chico Bóia e Eduardo Raggi.

A programação de domingo começa mais cedo, às 17h30, com a exibição do filme A Casa do Mestre André, de Leo Sykes. Depois entra em cena o DJ Barata com muita música brasileira dos anos 70.

A voz doce de Indiana encerra a programação, na segunda-feira (27). Acompanhada de piano, a cantora irá seduzir o público com sucessos do jazz e da MPB.

100 gb por segundo


Proeza da ciência

Pesquisadores de uma empresa californiana conseguiram realizar pela primeira vez transmissões de 100 Gigabits por segundo através de uma rede Ethernet. De acordo com o site Ars Technica, a demonstração foi feita na convenção americana Super Computing Show e utilizou cabos de fibra óptica transmitindo dados através de uma rede de 4 mil quilômetros de extensão.

O sinal foi transmitido (ida e volta) entre as cidades de Tampa, na Flórida, e Houston, no Texas, e utilizou uma infra-estrutura já existente de 10 Gbps. O sinal de 100 Gbps foi "fatiado" em dez transmissões de 10 Gbps enviadas em paralelo através da rede da companhia de telecomunicações Level 3. A divisão foi feita baseada em um algoritmo desenvolvido na Universidade da Califórnia, capaz de preservar a ordem dos pacotes, conforme noticiou o site GigaOm.

A Infinera, que realizou o feito, afirma que esta foi a primeira vez que dados foram transmitidos com sucesso a 100 Gbps através de uma rede de 10 Gigabits. Embora os provedores não venham a oferecer este serviço a curto prazo, a nova tecnologia será uma forma de acomodar o crescente uso de largura de banda sem que a infra-estrutura precise ser modificada completamente.

O crescente uso de vídeos online demanda uma banda ainda larga da rede, o que tem sido alvo de preocupação de especialistas recentemente. "Da maneira que a demanda por banda está crescendo hoje em dia, nós precisamos de 100 Gbps agora", declarou Drew Perkins, CTO da Infinera.

Mês passado a Nippon Telephone and Telegraph conseguiu atingir a marca de 14 Terabits por segundo de transmissão, banda suficiente para lidar com todo o tráfego estimado diário do popular site de vídeos YouTube em apenas 15 segundos. Porém, a NTT utilizou uma rede de fibra óptica de 1 Tbps, muito superior às existentes em outras partes do mundo, cobrindo uma distância de apenas 160 quilômetros.

Magnet

segunda-feira, novembro 20, 2006

Câmara lança projeto 'Personalidade' com Ariano Suassuna

Ag. Câmara

A Câmara lança amanhã a série de entrevistas "Personalidade", cujo conteúdo será reproduzido pelos veículos de comunicação da Casa (TV, agência, jornal e rádio). O primeiro entrevistado é o dramaturgo e escritor Ariano Suassuna. Para marcar o lançamento, o próprio Ariano ministrará uma de suas aulas-espetáculo no auditório Nereu Ramos, às 19 horas. A aula-espetáculo será gratuita e aberta ao público.

A entrevista com o escritor ocorreu em Recife e rendeu um programa de uma hora de duração, que estréia na TV Câmara domingo (26), às 20 horas. A conversa estará disponível no dia seguinte na Agência Câmara. Os melhores momentos serão veiculados ainda pela Rádio Câmara e publicados pelo Jornal da Câmara.As próximas edições do Personalidade terão como convidados o iatista Lars Grael, o antropólogo Roberto DaMatta e o economista Luciano Coutinho. A proposta do programa é discutir a sociedade brasileira a partir de personalidades de renome nacional.

Biografia- Ariano Suassuna nasceu em João Pessoa (PB), em 1927. Aos 19 anos, entrou para a Faculdade de Direito do Recife, onde conheceu um grupo pessoas interessadas em arte e literatura, entre as quais Hermilo Borba Filho, com o qual fundou o Teatro de Estudantes de Pernambuco.

Em 1947, escreveu sua primeira peça de teatro, "Uma mulher vestida de sol". Em 1970, lançou na capital pernambucana o Movimento Armorial, com o concerto "Três séculos de música nordestina: do barroco ao armorial", além de uma exposição de gravura, pintura e escultura. Também na década de 70, foi secretário de Educação e Cultura do Recife e doutorou-se em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde ensinou Estética e Teoria do Teatro, Literatura Brasileira e História da Cultura Brasileira. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1989. É autor, entre outras obras, de "Auto da Compadecida" (1955), "O Santo e a Porca" (1957), "Farsa da Boa Preguiça" (1960) e "Romance da Pedra do Reino e o Príncipe de Sangue do Vai-e-Volta" (1971).
Reportagem - Antonio Vital/Assessoria de ImprensaEdição - Pierre Triboli

sábado, novembro 18, 2006

A saga das Amazonas

Mulheres Guerreiras

  1. As Amazonas da Grécia Clássica
  2. Combates
  3. Amazonas – da Grécia para o Novo Mundo
  4. Uma etimologia controversa
  5. Fontes principais

As mulheres já não estão alheias ou na retaguarda da guerra como aconteceu durante milénios. Hoje não só estão nas tomadas de decisão como no campo de batalha. Ocasião para fazermos uma breve incursão pelo mito das mais famosas mulheres guerreiras – as Amazonas

A lenda das mulheres guerreiras ou Amazonas terá tido início com a batalha de Termodonte, quando os Gregos saíram vitoriosos da batalha contra essas estranhas mulheres. As que ficaram prisioneiras foram levadas nos navios, mas no mar alto elas revoltaram-se e dizimaram os homens. Ignorantes das artes de navegar andaram à deriva e chegaram ao Mar de Azov, onde habitavam os Citas.

As Amazonas conseguem de início roubar-lhes os cavalos, mas os Citas acabam vencedores. Só depois de verem os seus corpos inanimados os Citas se aperceberam que tinham estado a lutar contra mulheres. Estranha é a atitude deste dos Citas que, em vez de dizimarem as Amazonas, lhes proporcionam acampamentos junto dos jovens da tribo para «incentivar» o acasalamento para que nasçam homens guerreiros superiores fisicamente. Mas isto passou-se há mais de seis mil anos!

As Amazonas habituadas à sua liberdade acabam por partir e ir viver para lá do Rio Tánis (actual Rio Dom).

As Amazonas são o primeiro e mais persistente mito de mulheres libertas vivendo em comunidades. Poderosas porque manejavam armas e curioso é referir que esse factor de superioridade era marcante para os homens que se cruzavam com elas. Ter armas é, ontem como hoje, ter poder. Está estudado que as regiões onde viveram tinham grandes reservas de ferro. Daí serem elas próprias a fabricar as armas. E eram guerreiras porque queriam conquistar territórios para se instalarem. Quanto à descendência, como normalmente viviam perto do mar ou em ilhas, eram regularmente visitadas por homens aventureiros ou marinheiros, mais ou menos incautos, que de bom grado acasalavam com aquelas mulheres. Elas apenas ficavam com as filhas e repudiavam ou matariam os do sexo masculino. Eram (também) tempos da barbárie.

O sucesso e perenidade do interesse pelas Amazonas prende-se precisamente por elas encarnarem uma sociedade onde os papeis sociais estavam invertidos. Mulheres a lutar, possuidoras de cavalos e armas e sem família tradicional organizada fizeram o fascínio e ficaram imortalizados em contos e lendas populares de um universo vastíssimo.

No séc. III a.C. as Amazonas já teriam atingido a Grécia, antes apenas se conheciam localizadas na Ásia Menor. Durante séculos as suas estórias povoaram o imaginários de Gregos e Romanos e mais tarde com Colombo o mito foi transposto para o Novo Mundo. A presença das famosas guerreiras na guerra de Tróia ficou como elemento importante do mito e na Ilíada. Príamo recorda os tempos em que ele e os seus homens as combateram. Eles consideravam-nas mesmo «antineirai» que significa «equivalente aos homens», portanto seus pares. O herói da Ilíada Aquiles travará um combate com Pentesileia, rainha das Amazonas.

Na Eneida de Virgílio (70-19-a.C.) poema épico fala-se da Guerra de Tróia e das Amazonas.

Segundo os especialistas o mito das Amazonas encontra-se em todos os continentes, excepto na Oceânia. Elas são dadas como certas na China, nas «ilhas misteriosas», em relatos de navegadores árabes do séc. XI a XIII. através do folclore da Escandinávia, da Rússia, da Boémia, de África e das Índias. Podemos seguir o rasto de relatos da sua existência e concluir que as Amazonas impressionaram vivamente homens de todos os tempos. Elas foram e são um tema recorrente e têm servido de inspiração a obras literárias e seduziram e seduzem pintores, escultores, compositores, autores de teatro.

As Amazonas da Grécia Clássica

Sabe-se que as Amazonas se radicaram na ilha de Lesbos, pátria de Safo – a maior poetisa da Grécia clássica (séc. VII e VI a.C.), em Lemnos e na Samotrácia, mais a Norte. Segundo a mitologia grega, as Amazonas eram filhas do deus Ares (deus da guerra, filho de Zeus) e da ninfa Harmonia (ligada ao culto dos deuses de Samotrácia). A mitologia destas mulheres diferentes vem da proto-história da Grécia. As Amazonas seriam originárias da Trácia ou das costas meridionais do Mar Negro (Cáucaso) e fixaram-se de início na Capadócia (hoje território turco) habitando as margens do Rio Termodonte. (No séc. XVII, Rubens pintou dois vigorosos quadros onde representa as lutas das Amazonas contra Teseu, precisamente sobre este rio). As Amazonas ter-se-iam apoderado de Éfeso, onde fundaram o mais antigo templo à deusa Ártemis, deusa esta conotada com o amor entre mulheres. Teriam fundado também a cidade de Mitilene, na Ilha de Lesbos, hoje francamente conotado com o lesbianismo, aspecto que enche inúmeras páginas da Internet. Há uma revista belga, de lésbicas com o nome de Pentesileia.

Também as mulheres mastectomatizadas se identificam com o nome das Amazonas.

Um dos encontros mais contados das Amazonas foi com os Argonautas que chegaram à Ilha de Lemnos. Foram bem recebidos, a ponto de ali permanecerem um ano, quase esquecendo a sua missão que era a demanda do «Velo de Ouro».

COMBATES

Os mais célebres combates destas mulheres audazes foram contra o coríntio Belerofonte (um dos heróis da Ilíada), que as vence e a quem Eurípedes dedicou uma tragédia; contra o herói de Atenas, Teseu que se apaixonou da rainha Hipólita, de cuja união nasceu Hipólito, protagonista de outra tragédia de Eurípedes (séc. V a.C.) e um dos poucos filhos de Amazonas que terá atingido a idade adulta, e que teve um fim trágico; contra Aquiles, outro herói de Homero, que se perde de amores por outra rainha das Amazonas Pentesileia. Neste caso, a Guerra de Tróia colocou os dois amantes em campos opostos. Aquiles venceu a rainha das Amazonas, mas no momento em que lhe enterrou a espada no peito sentiu-se subjugado pelo encanto da sua intrépida opositora; mas já era tarde. O mais representado combate é sem dúvida contra Hércules, sendo este confronto o oitavo dos chamados Doze Trabalhos de Hércules, que consistia em arrebatar o cinto de Hipólita. Esta, por amor, oferece-lho sem luta, mas a ciumenta mulher de Zeus, disfarçada de amazona, provocou a confusão entre as hostes e Hércules por engano mata Hipólita. Outra rainha das Amazonas, Talestris, teria vencido o rei persa, Ciro o Grande.

A longa Idade Média também escolheu as Amazonas como tema. Para muitos pintores elas foram pretexto para mostrarem o seu talento a delinear e pintar corpos femininos, que de outro modo não era permitido pelos cânones da época. No Renascimento o tema foi tomado com outro à vontade e mestria. São muitos os grandes pintores a imortaliza-las. E chegam aos nossos dias, sempre dando origem a novas interpretações.

Na A Divina Comédia de Dante e em Camões, mais precisamente em Os Lusíadas, influenciado pela Odisseia, quando a deusa Calipo demora Ulisses sob os encantos do amor, nos cantos IX e X na Ilha dos Amores, há nítida influência das ilhas povoadas por essas mulheres.

O simbolismo das Amazonas, como guerreiras foi também importante para as mulheres do período da Revolução Francesa (1789). Ficaram conhecidas, em 1790, as Amazonas de VIC (departamento dos Altos Pirinéus).

Amazonas – da Grécia para o Novo Mundo

Em 1492, Cristóvão Colombo, chegou, ao Novo Mundo, depois conhecido por América e não às Índias como era sua intenção e vamos ver como ele e os seus homens divulgaram o mito das Amazonas.

Colombo, no regresso da primeira viagem ao Novo Mundo, ao aportar a uma das ilhas das Caraíbas, sofreu, por parte de uma tribo guerreira, uma recepção francamente hostil. Sobre esse inesperado encontro escreveu a Luís de Santangel, homem de confiança dos Reis Católicos, nestes termos: «(...) é a primeira ilha que se encontra, para quem vai de Espanha rumo às Índias e onde não há nenhum homem. Estas mulheres não se ocupam de qualquer actividade feminina, só executam exercícios com o arco e flechas fabricados com canas e cobrem-se de lâminas de cobre que possuem em abundância».

Um dos pilotos que acompanhou o navegador Fernão de Magalhães contou ao italiano Filipo Pigafetta (1491-1534) que havia uma ilha só com mulheres. Pigafetta fala-nos da ilha Ocoloro, nas vizinhanças de Java (Ásia), onde as mulheres que «dando à luz algum filho, matam-no se fosse macho e, se mulher, conservam-na consigo. E tão esquivas se mostraram à conversação amorosa que, se algum homem ousasse desembarcar em sua ilha, pelejavam por tirar-lhe a vida».

O conquistador espanhol Hernán Cortés, quando explorava a costa ocidental do México, cerca de 1520, relatou ao imperador Carlos V que muita gente lhe afirmava que era verdade existir «uma ilha povoada de mulheres sem qualquer macho. Em certas épocas os homens de Terra Firme vão visitá-las, elas dão-se a eles e as que dão à luz filhas ficam com elas, se nascem machos rejeitam-nos».

Também, em 1535, Diego d’Almagro (1475-1538), que participou na conquista do Peru com Pizarro, disse ter ouvido, naquela zona, relatos de índios assegurando que havia uma vasta região dominada por mulheres cuja rainha se chamava Guanomilla (que significa céu de ouro) e que nessa tribos era tanto «metal branco e amarelo» que até os simples utensílios para preparar os alimentos eram manufacturados nesses metais preciosos.

UMA ETIMOLOGIA CONTROVERSA

Segundo os Gregos, as Amazonas para melhor manejarem o arco, as flechas e as lanças, comprimiriam, queimariam ou cortariam, na puberdade, o seio direito. Daí a origem do nome a (prefixo de negação) + mazós = peito (em grego), o que significa mulheres sem peito. Esta etimologia tem sido aceite sem contestação, não se percebe bem como. Como mulher o bom senso diz-me que nenhuma mulher queimaria ou reduziria, o seu órgão mais delicado e mais erótico fosse por que motivo fosse. Além do mais há bem pouco tempo Pierre Devambez publicou no Lexicon Iconographicum Mythologie Classicae, 819 espécimes de representações onde nunca as Amazonas aparecem só com um seio. O historiador Andre Tevet falou das Amazonas do Brasil, e também ele se recusou a aceitar que sacrificassem o seio direito, sem perigo de doença ou morte.

As mais antigas representações das Amazonas aparecem-nos em terracota e datam do séc. VII a.C. Depois são inúmeras nos vasos gregos(vasos áticos se figuras negras). Datam do provável encontro entre Aquiles e Pentesileia de 530-520 a.C. Há referências a mais de 60 nomes de Amazonas.

As Amazonas são na generalidade, representadas como mulheres bem constituídas, elegantes, usando a meia túnica, apertada na cintura, com um seio a descoberto e o outro sugerido, por baixo de vestes leves. Na mão têm o arco e às costas a aljava onde transportavam as setas. Também aparecem representadas com um machado de dois gumes em vez do arco.

Os escultores e pintores imortalizaram-nas e o mais célebre conjunto escultórico é o friso do mausoléu de Halicarnasso onde são perpetuadas lutando contra Hércules.

Rio das Amazonas

É possível que o maior rio da América do Sul tenha sido parcialmente navegado por portugueses, no início do séc. XVI, mas foi Vicente Pinzón (irmão de Martín Pinzón, que comandou a caravela Pinta na primeira viagem de Colombo), quem, em 1499 ou 1500, terá, pela primeira vez, chegado à foz do grande rio, a quem pôs o nome de «mar-dulce», pensando tratar-se de um mar.

Porém, hoje é aceite que foi o espanhol Francisco de Orellana quem o terá «descoberto», em Fevereiro de 1542. Este navegador fazia parte da expedição comandada por Gonzalo Pizarro, irmão do conquistador do Peru – Francisco Pizarro – que tinha saído de Quito, no Natal de 1541, com o objectivo de atravessar os Andes, em busca do El Dorado. Gonçalo Pizarro mandou Orellana à frente de um grupo de homens procurar provisões suficientes para poderem atravessar o inóspito território transandino. Porém, como Orellana não regressou nos doze dias combinados, Gonçalo Pizarro, julgando-o morto ou desaparecido, regressou a Quito. Frei Gaspar de Carvajal, que acompanhou Francisco de Orellana nessa fabulosa aventura, relata-nos o sucedido. A expedição, em Fevereiro de 1542, fez uma paragem junto ao Rio Napo (Equador) nas imediações do território dos índios irimaraezes que terão perguntado aos espanhóis se iam «visitar o território das Amurianos a quem eles chamavam ‘grandes senhoras’, pois, se o fizessem, se acautelassem porque elas eram muito numerosas e que os matariam». Carvajal descreveu os inúmeros encontros e acidentes. Em finais de Junho, por altura do São João, a expedição fez uma paragem para festejar o santo, mas de novo tiveram de enfrentar uma tribo hostil. Orellana tentou o entendimento, mas os aborígenes afirmaram «que nos apanhariam a todos para nos levarem às mulheres guerreiras». Os espanhóis responderam com o fogo das armas, a luta intensifica-se e o próprio Carvajal foi ferido. Surgem então as ditas mulheres com arcos e flechas em socorro da tribo. «Elas lutavam com tal ardor que os índios não ousavam recuar e se algum fugia à nossa frente eram elas quem os matavam à paulada (...). São muito alvas e altas, com cabelo muito comprido, entrelaçado e enrolado na cabeça. São muito membrudas e andam nuas a pêlo, tapadas em suas vergonhas; com os seus arcos e flechas na mão, fazem tanta guerra como dez índios (...). Em verdade houve uma dessas mulheres que meteu um palmo de flecha por um dos bergantins, e as outras, um pouco menos, de modo que os nossos bergantins pareciam porcos-espinhos.» São palavras de Carvajal. Mil quilómetros de rio vão descer Orellana e os seus companheiros e foi ele quem baptizará este imenso rio de Rio das Amazonas. (Orellana como todos os navegadores do seu tempo lera os clássicos e acreditava nos seus mitos. Afinal que nome melhor poderia ser dado aquele majestoso rio?)

Na América Portuguesa também se divulgou o mito. Em 1576, Pêro de Magalhães Gândavo chamava ao grande rio Maranhão «Rio das Amazonas» comprovando a divulgação do mito no nordeste brasileiro. E adianta este cronista: «Algumas índias há também entre eles que determinam ser castas as quais não conhecem homem algum de nenhuma qualidade, nem o consentirão, ainda que por isso as matem. Estas deixam todo o exército de mulheres e imitam os homens e seguem seus ofícios como se não fossem fêmeas, trazem os cabelos cortados da mesma maneira que os machos fazem, e vão à guerra com os seus arcos e flechas e à caça perseverando sempre na companhia de homens e cada uma tem mulher que a serve com quem diz que é casada, e assim se comunicam e conversam como marido e mulher.»

O jesuíta espanhol Cristóvão de Acuña, em 1639, escreveria que em Nova Granada (Colômbia) encontrou «uma índia que disse ter ela própria estado nas terras povoadas pelas mulheres guerreiras».

Até o nosso padre António Vieira repetiu o que se dizia das Amazonas no que se refere ao seu peito (apenas um) guerreiras de Lemnos, no seu Sermão nº 9.

Frei João dos Santos, dominicano dos séculos XV e XVI, conhecedor da Etiópia, diria que numa região de Moçambique, se dizia que: «Junto de Damute está uma província de mulheres tão varonis e robustas, que ordinariamente andam com as armas nas mãos, assim na caça das feras e animais silvestres, como nas guerras, que se lhe oferecem, onde mostram esforço e ânimo mais de homens belicosos, que de mulheres fracas...». Entre estas ilhas está uma povoada de mulheres sem haver homens entre elas; mas em dois meses do ano os admitem como fazem as de Etiópia (...)».

No séc. XVIII, Monsieur de la Condomine constata que «tal tradição é universalmente espalhada em todas as nações que habitam as margens do rio Amazonas, até 150 léguas distante, pelo interior até Caiena (...) e sempre em suas línguas lhes chamam pelo nome de «mulheres sem marido» ou «mulheres excelentes». Mais tarde, em África, Herkovitz estudou a repercussão do «mito» no antigo reino do Daomé (hoje Benin), onde afirma que as Amazonas existiram naquela região e adianta que eram recrutadas entre as mulheres atléticas, sendo obrigatoriamente virgens, e que eram em número considerável, usando lanças, como arma.

O tema Amazonas parece inesgotável.

Em 1997, a revista New Scientist publicou um artigo da investigadora Jeannine Davis-Kimball que refere a descoberta na Rússia, de várias sepulturas de mulheres. A identificação destas mulheres como sendo Amazonas foi feita a partir das armas com que estavam sepultadas e de ferimentos causados pelo uso de armas como pequenos punhais e espadas com que estavam enterradas.

Hoje o mito está desaparecer para dar origem a uma teoria da sua verdadeira existência. Na Lesbia Magazine de Janeiro de 1999 lemos que nas margens do Rio Dom se encontraram montículos funerários, com 2400 anos, onde estavam 21 túmulos de mulheres enterradas com as suas armas. E recentes descobertas na Hungria e China vieram enriquecer a teoria da existência real das Amazonas.

Amazonas da Grécia, das Américas, da Ásia, da África, da Europa: foram ou não uma realidade? O antropólogo brasileiro Darci Ribeiro (1922-1997) afirmou:

«Um povo-mulher contando só com elas, sem homens próprios, se servindo de estrangeiros como reprodutores é plausível e até praticável. Um povo só de machos é uma utopia selvagem».

E as «novas amazonas»? As mulheres que derrubaram preconceitos e cada dia auferem o seu salário e que não aceitaram o tradicional papel doméstico? Encontramo-las todos os dias, algumas mais belicosas que outras. E as mulheres nas Forças Armadas? Curioso que numa recente entrevista a mulheres da PSP em postos de comando, todas afirmavam que nunca tinham tido necessidade de disparar as suas armas. Serão as mulheres pacifistas, mesmo em carreiras onde podem ter de ser «guerreiras»? Talvez escritora e jornalista Inês Pedrosa nos saiba responder.

FONTES PRINCIPAIS

CORTÉS, Hernán, Cartas de Relación de la Conquista de México, Madrid, Espase Calpe, 1970.

DARMON, Pierre, Mythologie de la Femme dans L’Ancienne France, XVIe a XIXe Siècles, 1983.

FRASER, Antonia, Boadicea’s Chariot: The Warrior Queens, London, Weidenfeld and Nicolson, 1988.

GÂNDAVO, Pêro de Magalhães, História da Província de Santa Cruz, Lisboa, Alfa, 1989.

PEREIRA, Maria Helena da Rocha, As Amazonas: destino de um mito singular in Oceanos: Viver no Brasil Colónia, nº 42 (Abril/Junho) 2000, p.163-170.

SOUSA, Gabriel Soares de, Notícia do Brasil, Lisboa, Alfa, 1989.

SOBOL, Donald, J., The Amazons of Greek Mythology, Nova Iorque, 1972.

Luísa de Paiva Boléo

lpboleo@dgci.min-financas.pt

quarta-feira, novembro 15, 2006

Black Eyed Peas no Planalto: Everything of good!


Black Eyed Peas leva 15 mil pessoas ao Nilson Nelson

Mas o que um caboclo marabaense poderia aproveitar num show de hip-hop californiano?

Tudo, claro!

Como no show do New Order, a acústica do ginásio foi o senão para um espetáculo em que o som tem que fluir redondo como a Skol que rolou sem limites na área Vip - gelada -, diga-se.

Os loops do estilo hip-hop com supergraves pesaram um pouco no entendimento geral das tramas costuradas pela banda, mas, a performance da proprietária da "barriguinha"mais bonita de todo o pop-rock mundial, valeu cada centado do ingresso a R$ 150 paus.

O grupo norte-americano Black Eyed Peas fez a sua última apresentação da turnê brasileira, na noite desta terça-feira, em Brasília. Cerca de 15 mil pessoas assistiram ao show, que começou com pouco menos de meia hora de atraso, no Ginásio Nilson Nelson. Exaltando o Brasil e as mulheres brasileiras, a banda – composta por Apl.De.Ap, Taboo, Will.I.Am. e Fergie – deu espetáculo, com momentos intercalados de danças sincronizadas, acrobacias e muita sensualidade da vocalista Fergie. Nem mesmo a acústica ruim do local prejudicou a apresentação, que agradou a maioria das pessoas presentes no evento.

Pouco antes das 21h30, os californianos subiram ao palco sob forte gritaria dos fãs que lotaram o ginásio. Will.I.Am. fez questão de soltar frases em português, o que levou o público à loucura. Logo no começo, desta vez em inglês, ele fez um elogio às mulheres da Capital Federal. “As mais bonitas mulheres do Brasil estão em Brasília”, disse.

O público masculino, por sua vez, não conseguiu desgrudar os olhos da sensual vocalista Fergie. Ela subiu ao palco com uma provocante calça azul clara, blusa preta e jaqueta nas mesmas cores da calça, bem pop. Depois de executar quatro músicas pouco conhecidas, a banda começou a agitar de vez a galera ao som do hit Don’t Lie. Na seqüência, emendou com um medley de Sweet Child O’ Mine, do Guns n’ Roses, na voz de Fergie.

Daí pra frente, entre performances de todos os quatro principais integrantes do Black Eyed Peas, a banda exibiu clássicos que consagraram o grupo de hip hop, como Shut Up, momento em que Fergie sentou-se apoiada a uma das caixas de som do palco e simulou um choro. Depois, levantou-se e, já bastante animada, deu diversas “estrelinhas”.

Espécie de coringa da banda, Will.I.Am., deu continuação ao show tocando no violão Hotel Califórnia, do The Eagles. Mexendo com a platéia, ele pediu para que todos gritassem o nome da banda e teve o pedido atendido prontamente. Um pouco mais tarde, pediu também a interação do público com os celulares. O contraste de todas as luzes do ginásio apagadas, com os milhares de celulares acesos, tornou o Nilson Nelson um mar azul.

Um momento marcante da apresentação ocorreu quando Will.I.Am., com sua voz, acompanhou as batidas da bateria, acelerando de acordo com as “baquetadas”. Ao longo do show, todas as estrelas mudaram de roupa por várias vezes, usando, inclusive, em alguns momentos, camisas e jaquetas do Brasil. Os sucessos Don´t Phunk With My Heart, Pump It e Humps também tiraram a galera do chão.

Já com um insinuante top rosa, Fergie junto aos seus companheiros fez o ginásio inteiro cantar, como se fosse em uma só voz, o primeiro sucesso da banda – Where is the love, do disco Elephunk. Quando a conexão público-banda chegou ao auge, os norte-americanos fizeram um intervalo de cinco minutos.

Na volta, Will.I.Am. deu show na bateria. Foi na segunda metade da apresentação que houve espaço para performances dos demais integrantes da banda. Destaque para a percussão, saxofone, trombone e guitarra. Já no final do show, o grupo deu uma boa notícia para os brasileiros, principalmente, os cariocas, com o anúncio de que em breve voltará ao país, para apresentação no Rio de Janeiro.

Antes de deixar o placo, o Black Eyed Peas – como fez também nas demais cidades brasileiras por onde passou – tocou Mas que nada, do brasileiro Sérgio Mendes. Após uma merecida chuva de papéis picados, os californianos fizeram trocadilho repetindo o nome “Brasília”, a fim de saudar o público da capital do país e, por volta de 23h20, deixaram o palco.

Os brasilienses saíram satisfeitos do show. O jornalista Daniel Farias, 26 anos, elogiou a apresentação da banda. “Há um ano fui em um show deles no Canadá e não achei nada demais. Hoje, no Brasil, assisti a uma apresentação contagiante. Me surpreendi”, disse, acreditando que os músicos do grupo se identificam mesmo com o Brasil. De Brasília, o Black Eyed Peas segue a turnê do disco Monkey Business pela América do Sul. A próxima escala será Caracas, na Venezuela.

Farias disse tudo!

A próxima entourage será no mesmo Ginásio, tendo à frente Marcelo D2, semana que vem. Venham assistir.
Com Correio Web

terça-feira, novembro 14, 2006

Sarau paraense em Brasília

Todos os paraenses e apreciadores do melhor da música popular, estão convidados (a entrada é franca) para o 16º Sarau da Câmara dos Deputados com a presença dos cantores e compositores Nilson Chaves, a intérpetre Andréa Pinheiro, o Adamor do Bandolim e Paulo José Campos de Melo, nosso grande pianista, acompanhados de alguns dos melhores músicos paraenses.
A organização do evento informou ao blog que será servido um belo coquetel com comidas típicas do Pará.

Autores do Sarau:
  • Age de Carvalho
  • Alonso Rocha
  • Antonio Juraci Siqueira
  • Antonio Tavernard
  • Bruno de Menezes
  • Dalcídio Jurandir
  • Eneida de Morais
  • Inglês de Souza
  • João Jesus Paes Loureiro
  • José Ildone
  • Max Martins
  • Roberto Carvalho de Faro
  • Rosângela Darwich

Data: 27 de novembro
Local: Teatro do SESC - 913 Sul - Plano Piloto
Horário: 22h00



domingo, novembro 12, 2006

sábado, novembro 11, 2006

A lenda no Planalto Central

New Order leva quase oito mil ao Nilson Nelson
Ronaldo de Oliveira/CB
Banda inglesa agitou ginásio no primeiro show da turnê
Com uma hora de atraso, Brasília recebeu nesta sexta-feira (10) uma das mais importantes bandas de rock da Inglaterra. No palco do Ginásio Nilson Nelson, o New Order brindou os brasilienses com primeiro show da turnê no Brasil. Todos estavam de preto, com exceção do baterista Stephen Morris, que vestia uma camisa cinza. Bernard Summer segurando uma taça – que parecia ser de vinho – saudou o público com um “buenas noches”, para, em seguida, dizer em inglês: “É bom estar em Brasília. É muito bom estar no Brasil, lembramos da última vez que estivemos aqui”, se referindo às apresentações que fizeram em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro, em 1988. A primeira da noite foi Crystal, do álbum Get Ready (2001). Como já era previsto - dada a acústica ruim do local -, o som estava muito abafado e quase não dava para ouvir o baixo de Peter Hook.

Quem imaginava que só fosse escutar os hits lá pelo meio do show, se enganou. Logo no início, Summer anunciou Regret, levando a platéia à loucura. Nesta música – como em muitas outras -, os olhos se fixavam no baixista. Hook enlouquecia os fãs com os solos e uma performance de dar inveja em qualquer um. Sem entrar no set list há algum tempo, Love Vigilantes foi o clássico inesperado da noite. Summer pega uma espécie de “teclado de sopro”, fazendo os acordes iniciais. O engraçado era ele agradecendo com um “gracias” a cada música tocada.

A essa altura o som ainda estava abafado. Quem estava na área vip quase não ouvia a voz do vocalista, inclusive ele mesmo pediu para que aumentassem o microfone. Um dos momentos mais aguardados da noite, além dos clássicos, era o anúncio de alguma música do Joy Division. E ele veio na sexta música. Transmission foi uma das três tocadas do grupo que deu origem ao New Order – Shadowplay estava na lista, mas não foi tocada. Em Atmosphere, Peter vai ao microfone e dedica a Ian Curtis – vocalista do Joy, que se suicidou em 1980.

Em Guilt Is A Useless Emotion, do último disco, Bernard larga a guitarra e sussurra um “i need your love”, repetindo-o várias vezes. Nesse momento o som deu uma melhorada e pode-se ouvir todos os instrumentos com mais clareza. O show começa a esquentar e tomar ares de boate quando True Faith é anunciada. A música ganhou uma versão “remixada” ao vivo. Uma das mais esperadas da noite, Bizarre Love Triangle, foi cantada pelo público do início ao fim. Interessante é ver Stephen Morris tocando essa música. Ele faz as mesmas “caras e gestos” do clipe. Peter, incansável mais uma vez, ia de um lado a outro do palco. Quieto no canto direito do palco, o tecladista/guitarrista Phil Cunningham demonstrava um pouco de timidez.

Embalado com as batidas dançantes, o público se esbaldava com Temptation, The Perfect Kiss - nessa hora o baixista esbarra numa das caixas de retorno e quase cai -, e Blue Monday, uma atrás da outra. Foi o melhor momento da apresentação. Bernard Summer agradeceu e saiu para voltar no “defasado” bis da noite. Quase cinco minutos depois eles voltaram com a ótima Turn e, claro, Love Will Tear Us Apart, uma das músicas de rock mais tocadas de todos os tempos. O último a deixar o palco foi Peter Hook, que, depois de 1h40 de muita agitação, ainda saiu tocando a música até sumir nas fumaças. Bem New Order.

"Peter Hook Is God"
Das quase oito mil pessoas no Ginásio Nilson Nelson, uma em especial chamava a atenção. Com uma camiseta com os dizeres “Peter Hook Is God”, o DJ Renato Bueller, 19 anos, era só emoção. “Que show maravilhoso. Apesar de o som no início não está muito bom, o show foi lindo. Peter Hook roubou a cena, como sempre”, disse Renato, que chegou no local do show às 14h somente para pegar um lugar melhor na frente. Acabou ganhando um presente: assistiu a passagem de som que a banda fez à tarde.

Tá com fome?

Bon Appetit! Check here.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Bicho feio

Um para o outro (No Mínimo)
O chinês mais alto do mundo passou dias feito pinto no lixo em sua escala brasileira. Dizem até que se apaixonou por uma daquelas bonecas do carnaval de Olinda. Tudo a ver!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Napster volta ao mercado

Sem o brilho do ineditismo que revolucionou o establishment global do mercado de música. Eis que a Napster volta após um longo período de inatividade. Clique a baixo e faça o download gratuito do programa.

Tem que preencher uma ficha de inscrição. Se o fizer você estará habilitado para escutar amostras de 30 segundos livre de qualquer das 2 milhões de músicas no catálogo.

Para baixar a música completa, só nos Estados Unidos pagando uma taxa de US$ 0,99 por faixa, que é compatível com Ipod e outros tocadores de MP3.

Napster